sexta-feira, 7 de junho de 2013

Depois de uma longa demora no blogger, segue uma novo artigo. 


Concentração de Evangélicos em Brasília



MANIFESTAÇÃO NÃO DIVULGADA

Esta semana em Brasília ocorreu uma manifestação que teve – segundo os cálculos da polícia militar local – a participação de cerca de 70 mil pessoas. Foi um grande ajuntamento de evangélicos, que externaram o nosso direito de opinião dentro de um país que se considera verdadeiramente democrático. Infelizmente, poucos – ou quase nenhum – meio de comunicação divulgou o ocorrido e quando o fez, apenas mencionou rapidamente. Isto me leva a algumas reflexões importantes para nossa vida diária, em um mundo que é cada vez mais ímpio:

1) Somos chamados a ser luz em um mundo que está em trevas (Mt 5.14): muitos cristãos ainda insistem em defender a ideia de que o mundo pode, por si só, chegar-se a Deus ou, mesmo sem Cristo e sem a Palavra, conseguir fazer a vontade dEle e salvar-se pelas obras que faz. A Bíblia diz que o mundo ama mais as trevas do que a luz e que suas obras são más (Jo 3.19); que o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19) e que fomos resgatados do reino das trevas para o reino da luz (Ef 5.8 e Cl 1.13). Temos, portanto, que ser o referencial para este mundo perdido que precisa saber qual o caminho a ser seguido para viver abundantemente.

2) Não podemos temer deixando de externar nossa opinião (Mt 10.28): Por mais que a agenda de nosso país (e porque não, do mundo) use termos como “retrógados”, “imbecis” e “ignorantes” para se referir aos cristãos como um todo (em algumas situações não tiro a razão deles), não podemos deixar de externar o que pensamos e como a Bíblia é a base de nossa opinião. Estudar as Escrituras e ter uma cosmovisão cristã Reformada (criação, queda e redenção) que envolva toda nossa área de conhecimento é importantíssimo. A agenda do mundo não pode sufocar a voz de Deus presente em sua Palavra.

3) Os ímpios são mais ardilosos em sua luta pelo mal do que os cristãos em sua luta pelo bem (Lc 16.8): Por mais que usem de subterfúgios malignos, por mais ardilosos para a maldade que sejam, ainda assim não podemos fechar os olhos para a realidade que, em muitos casos, somos lentos e inexpressivos com a obra de Deus. Se as trevas estão falando alto é porque, em algum momento, resolvemos nos esconder e abrir de nosso papel de influenciar a sociedade. Ainda hoje, por exemplo, confundimos o trabalho político como a arte de fazer barganhas ou conseguir um ônibus para o acampamento da igreja que nos elegeu, quando seria a oportunidade de estabelecer valores de resgate de toda uma sociedade corrompida.  Não podemos abrir mão de lutar pelo melhor e por termos uma voz que seja ouvida de maneira inteligente e amorosa: gritos não são argumentos.

4) Não há descanso para quem está em guerra (1Tm 6.12): Achar que a vitória em uma batalha é o mesmo que vencer a guerra leva à eminente derrota. Pesquisas mostram que o número de desistências ou repetências na faculdade são maiores no primeiro ano. Estudiosos do assunto afirmam que isso acontece devido ao relaxamento natural, após um longo tempo de estudos e cursinhos preparatórios. Todavia, chegar à faculdade é uma etapa alcançada, mas não a concretização de um objetivo. Semelhantemente, na fé cristã, quando vencemos uma batalha, logo abrimos mão de outros embates e o tempo nos faz relaxar. O cristão não pode esquecer que está em guerra e que sua luta é contra os dominadores deste mundo tenebroso e, principalmente, contra si mesmo – a sua inclinação pecaminosa que insiste e levá-lo a pecar. Em um ambiente com esta atmosfera, cada cristão tem que estar atento e pronto para a batalha.


5) Não se deixe enganar pelas coisas que está vendo e ouvindo (1Ts 5.21): Não podemos ser como o “cavalo e a mula que não têm entendimento” (Sl 32.9). Deus nos concedeu a capacidade de raciocínio, de pensar, avaliar, redarguir, e, no final absorver ou aceitar o que nos apresentado. Infelizmente, cada vez mais as pessoas estão perdendo esta capacidade de reflexão. A tecnologia pode ajudar na busca de informações, mas atrapalhar o processo de julgar. Muitos dos mesmos evangélicos que estavam protestando em Brasília, foram influenciados pelos seus líderes a votar nos mesmos políticos que agora eles combatem. Acho que a manifestação foi própria e legítima. Mas, não soa como um ar de incoerência? Uma vez ouvi de uma ovelha muito querida que, ela assistia novela porque tal programa ensinava muitas coisas boas para a vida. Tentei mostrar-lhe que estava enganada, mas não houve jeito de mudar sua opinião. Veja, o que diz o economista Alberto Chong sobre e assunto e chegue às suas próprias conclusões (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26593-15295,00-ALBERTO+CHONG+AS+TELENOVELAS+MOLDARAM+O+BRASIL.html). Afinal, o que vemos e ouvimos não representa, necessariamente, a verdade. Precisamos ser pessoas capazes de julgar o que acontece ao nosso redor e, para nós cristãos, significa ler, estudar e, acima de tudo, andar em dependência completa do Senhor.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ADIVINHE DE QUEM É A CULPA????




Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram
 contra o SENHOR e contra o seu Ungido... (Salmo 2.2)


Durante os tempos de estudo no seminário, lembro de uma historinha (um tanto ingênua, afinal) que era contada a respeito do diabo: um certo caboclo que estava andando sozinho no meio do mato, viu aquela funesta figura sentada em uma pedra solitário, cabisbaixo e choroso. No início, pensou em recuar e mudar de caminho, mas curioso diante da situação, criou coragem, foi até ,lá e perguntou: "Ei, diabo, que tristeza é essa?" A resposta pronta foi: "é que hoje em dia, as pessoas fazem tudo de errado e colocam sempre a culpa em mim". 

O princípio continua valendo, todavia, o personagem sentado na pedra poderia ser outro. Tornou-se comum em nossos dias muitas pessoas (principalmente no campo acadêmico) usarem o cristianismo como culpado por grande parte das mazelas existentes na sociedade. Se há intolerância logo ouvimos: “é culpa dos valores judaico-cristãos”. Se há desentendimento, ódio, guerras, perseguição, adivinhe de quem acaba sendo a culpa? Não tenha dúvida: do “terrível” e “malévolo” cristianismo.

Não foi diferente no que diz respeito a um comentário quanto a decisão da justiça italiana que retirou a guarda do filho de um casal daquele país, por considerar os pais velhos demais e, portanto, “egoístas” e “narcisistas” por ter gerado uma criança em idade avançada (cf http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2011/10/27/pais-velhos-perdem-guarda-de-bebe-na-italia.jhtm acesso em 27/10/11). É bom saber que ela foi gerada a partir de um óvulo doado e num processo de fertilização laboratorial. Diante do fato, qual não foi o comentário da Antropóloga e professora da Universidade de Brasília, Débora Diniz: a tentativa de relacionar gravidez tardia a egoísmo "é um valor cristão sobre a reprodução". Sim, a decisão da justiça italiana sobre a guarda do casal é “culpa do cristianismo”, contudo, ela não dá qualquer base para defender a sua afirmação. Afinal, para que? Uma sociedade que se afasta dos valores bíblicos sobre os quais o mundo ocidental se ergueu, não precisa disso: o ódio contra Deus e seu Ungido está na moda.

Sem entrar nos méritos da adoção (talvez até de uma criança mais velha) ou da fertilização “in vitro”, o que quero refletir é sobre a “obra acabada”. Uma vez concebido e já nas mãos dos pais, será que esta decisão terá sido a melhor? E, no que diz respeito ao comentário da Antropóloga, realmente a decisão dos juízes italianos foi carregada de “valores cristãos”?Ora, contra tal pensamento talvez pudesse repetir as palavras de Jesus: Errais não conhecendo as Escrituras. Se realmente o cristianismo estipula a paternidade e maternidade avançadas como egoístas, como explicar o caso de Abraão e Sara e de Isabel e Zacarias?  

Gostaria de encontrar a Dra. Débora Diniz. Gostaria de saber se ela ensina isto em sua Universidade tendo tão pouco conhecimento da Bíblia e dos genuí nos valores cristãos.  Creio que ela nada mais fez do que seguir “a onda” do nosso tempo. Penso que nenhum pastor que crê na Bíblia e, a partir dela, na providência e amor de Deus, permitiria que os pais – independentemente da idade – abandonassem seus filhos. Estes sim, são parte dos genuínos valores (eu prefiro normas) cristãos que, infelizmente, jamais serão divulgados. Enquanto isso, lutemos para defendê-los e repartamos um pouco do sentimento de Paulo sendo considerados “lixo do mundo” e “escória de todos”.


Rev. Laércio Rios Guimarães

domingo, 4 de setembro de 2011


A Melhor Cidade para Se Morar



Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. 
Por isso, Deus não se envergonha deles, 
de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. Hb 11.16


A rotina da nossa grande a amada cidade, São Paulo, parece ser cada vez mais estressante. Não à toa surgem, vez ou outra, noticias sobre as melhores cidades para se viver no Brasil. Várias estão na lista, entre elas a cidade de São Caetano do Sul no ABC paulista ,  Santos e, também, Águas de São Pedro. Recebendo estas informações, logo fazemos planos, sonhamos em estar lar e, quem sabe, deixar os problemas para trás.

Ah, o desejo pelo paraíso! Que idéia fixa na mente do homem. Um lugar perfeito, onde não haja fome, dor, morte. Onde a igualdade prevaleça entre os homens. Onde a corrupção não exista mais. Há algo que naturalmente existe em nós. Olhamos para este mundo e, lá no fundo, sabemos que o mal tem que deixar de existir. Intelectuais, já há muitos anos, têm tentado buscar a solução na educação, na economia, no desenvolvimento urbano, na melhoria da saúde. Coisas louváveis, mas que não estão melhorando esse mundo no qual vivemos.

Agostinho de Hipona percebeu isso. Viu que este mundo, neste presente ordem, não poderia e não pode ser perfeito. Assim, escreveu a grande obra conhecida como Cidade de Deus, onde mostra uma cidade maior, perfeita e que, no final dos tempos, prevalecerá para todo o sempre.

Entenda, amado irmão, o problema não está na cidade de São Paulo ou em qualquer outro lugar que moremos. O problema está nesta presente ordem, no mal que habita no ser humano, em nossa incredulidade e incapacidade de reagir frente ao caos que nos rodeia. Como crente, eu já faço parte da cidade invisível. Mas, ela se materializará. Eu a verei. Deus a preparou. Eu apenas aguardo este grande dia. Lá o IDH (índice de desenvolvimento humano) não é estabelecido segundo os valores do homem, mas segundo o conceito Divino. Eu já vivo o melhor aqui e agora, não importando a cidade em que eu viva, não importando os recursos que ela me dá. Eu sou da pátria celestial e imprimo, onde quer que esteja, os valores de lá. Desta forma, seja em São Paulo, seja no Rio de Janeiro, seja na Europa ou seja na África, onde o crente está, leva consigo a cidade celestial

Portanto, olhe para esta cidade, Deseje-a. Lute por ela. Faça de sua casa, da sua cidade e do lugar onde você está, o melhor lugar que puder, como se Cristo estivesse ali. E aguarde a manifestação da cidade onde não há dor, nem fome, nem tristeza. Onde o próprio Senhor enxugará cada uma das nossas lágrimas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Casamento Misto

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? (2 Co 6.14)

É sempre complicado tratar de temas polêmicos. Mas, cedo ou tarde torna-se necessário falar sobre eles. Por isso o tema de hoje. Sim, é necessário falar-se sobre casamento misto, porque ele tem sido cada vez mais presente e aceito como algo normal na vida dos crentes em nossos dias.  É bom tratarmos disso com maior seriedade, a fim de sabermos se estamos obedecendo a Deus e, ao mesmo tempo, evitarmos dissabores futuros. Aprendamos algumas lições sobre isso:


1) Casar-se com um Incrédulo É Pecado: o texto em destaque mostra de maneira clara isso. O crente é luz, o incrédulo é trevas; o crente é aquele alcançado pela justiça de Deus, o ímpio é guiado pela iniqüidade. Casar-se com um incrédulo é colocar-se em um jugo desigual, é querer seguir um caminho enquanto para o ímpio o caminho é outro. Casar-se com um incrédulo é tão grave e pecaminoso que o texto de Gn 6 mostra que os filhos de Deus se apaixonaram pelas filhas dos ímpios e a iniqüidade aumentou sobre a terra. O resultado foi o dilúvio para acabar com a maldade. Se você pensa em iniciar um relacionamento com um ímpio ou está namorando com um, lembre-se que a Palavra de Deus condena tal relação.


2) Casar-se com um Incrédulo É Tremendamente Arriscado: Se não fosse suficiente ser pecado, casar-se com alguém que não tem a Palavra de Deus como seu princípio de vida é colocar- se em grande risco. Primeiro, porque tal pessoa normalmente pensará em si antes de pensar em Deus e nos outros. Segundo, ele não temerá em separar-se por qualquer motivo fútil. Terceiro, seus filhos dificilmente ficarão na igreja e seguirão a Cristo. E em quarto lugar, dificilmente você conseguirá ter uma vida cristã individual e coletiva.


3) Casar-se com um Incrédulo É Prejudicial à Igreja : Como já disse acima, os filhos de um casamento entre um crente e um incrédulo dificilmente absorverão para si os princípios de Deus. Para tentar fazer isso e até mesmo freqüentar a igreja se não tiver objeção por parte do seu cônjuge, no mínimo não poderá contar com seu apoio. Logo, a igreja passa a ser prejudicada, pois aqueles que poderiam fazer parte do corpo, passam a ficar fora dele.


4) Casar-se com um Incrédulo Exige Disciplina Eclesiástica: Finalmente, se a Bíblia proíbe o casamento misto, se isso desagrada a Deus e na maioria das vezes (e, com convicção e experiência, digo que na grande maioria das vezes) traz problemas para o próprio crente e para a igreja, essa deve tratar com maior seriedade este assunto, pensando até mesmo na necessidade de pública disciplina com os que insistem em levar adiante tal relacionamento.

Que Deus nos ajude a obedecer a sua Palavra a fim de sermos completos, felizes e termos famílias fortes que proporcionam uma igreja forte.

Rev. Laércio Rios Guimarães

sábado, 26 de fevereiro de 2011



    Que Canseira

“E dizeis ainda: Que canseira! E me desprezais,
diz o Senhor dos Exércitos...” Malaquias 1.13

                É muito comum ouvirmos pessoas dizendo que vivemos a era do entretenimento. Nela o que realmente importa é o quanto elas se emocionam, o quanto riem, o quanto se arrepiam, o quanto se distraem. A era do entretenimento requer pouco pensamento, pouca reflexão. Não importa se a diversão é verdadeira ou não, se traz edificação, o que importa é o que se sente na pele.

            Numa era como essa, não há espaço para o monólogo. Muito menos um monólogo que convide a refletir e que condena determinados estilos de vida. A diversão não tem qualquer problema em si. Diria que ela é até mesmo necessária. Mas, há algo errado quando ela vira o centro da nossa vida, quando ela dita toda nossa expectativa e planos. Viramos a medida de tudo, nos tornamos idólatras e deixamos de ter prazer no único que realmente pode trazer este prazer a nós.

            Por isso não é incomum vermos até mesmo na igreja estes adoradores da diversão e tecnologia. Cérebros moldados para serem usados limitadamente, pois não são capazes de ter a atenção necessária pelo mínimo de tempo possível. Mente controlada apenas por um assunto específico, pois ela não é exercitada adequadamente para pensar em outras coisas e em assuntos diferentes de acordo com a ocasião. Intranquilidade que faz o corpo mexer-se desnecessariamente – diria até mesmo o tempo todo – fazendo-o levantar-se várias e várias vezes para fazer-se sabe lá o que. Celulares, “smart fones” que controlam o usuário durante o culto quando deveria acontecer o contrário.

            Quando a Palavra pregada, o ensino dessa Palavra se tornam canseira para nós é porque Deus igualmente é um peso e enfado para nossa vida. O resultado não pode ser diferente ainda hoje: o total desprezo a Ele e, no final, uma vida sem o menor sentido.

Rev. Laércio Rios Guimarães

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Oração Diante da Morte e da Dor

E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca
 mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor (Isaías 65.19)

              
                      Senhor  nosso coração está em luto, pois não podemos compreender todas as coisas que têm acontecido. Condoemo-nos com a dor de nosso próximo, choramos diante do sofrimento que se abate sobre nossa nação. São nossos semelhantes, criados à sua imagem e semelhança. Águas furiosas, lama e pedras desceram sobre eles, ceifando-lhes a vida e tirando-lhes os seus bens. Como compreender estas coisas?

                Queremos respostas, mas nem sempre elas são possíveis. Queremos soluções à nossa maneira, mas nem sempre elas vêm. Queremos que a chuva e o sol sempre venham de maneira certa e equilibrada, mas na história desse mundo, em sua presente ordem, as coisas não são sempre assim .

                Por quê, Senhor, por quê tanto sofrimento?  Por quê não sabemos lidar com a morte? Por quê lutamos tanto por um simples lampejo de vida? Desejamos viver, viver em todo seu potencial. Sonhamos em ter, para sempre, as pessoas que amamos ao nosso lado.

                Mas, num abrir e piscar de olhos, tudo se vai. Somos como sombra. Nossa vida é como a neblina que se dissipa. O que construímos com trabalho e suor é consumido. Os entes e amigos nos são tirados e ficam apenas a lembranças, a dor e a saudade que aperta o nosso coração.

                Ó, Senhor, consola-nos! Não permita que durmamos o sono da morte. Não permita que sejamos frios e indiferentes para com os que sofrem. Quebranta-nos!  Abra nossos olhos para vejamos e compreendamos que o Senhor está agindo e tudo está sob o seu controle soberano.

                Acima de tudo, ó Deus providente, que criou todas as coisas e controla as forças da natureza e, igualmente, o coração e o resfolegar do homem - a obra prima da sua criação - cumpre sua Palavra. Faça com que chegue o dia em que não haverá mais voz de clamor e nem de choro. Levanta seu povo para, pela pregação do teu evangelho, levar consolo aos homens. Desperta a igreja para, agora, estender a mão ao que necessita lembrando que a tua mão nunca está encolhida para que não possa salvar. Usa nossos lábios para mostrar a este mundo, onde o mal abre feridas, que este mesmo mal um dia deixará de existir e que tu enxugarás toda lágrima e pensarás toda chaga aberta.

                As lágrimas impedem que vejamos as coisas de maneira clara, mas depois que seus paternais e carinhosos dedos enxugarem-nas, veremos todas as coisas como elas realmente são. Esperamos este dia!
Rev. Laércio Rios Guimarães     

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010



Não adianta se Esconder

Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (Sl 139.7)


Acabo de ler uma notícia um tanto quanto inusitada: um mesmo homem foi multado pelo mesmo policial duas vezes. Nada demais, você pode estar dizendo. Bem, também diria a mesma coisa se não fosse o fato de que isso aconteceu em países diferentes: a primeira multa foi na Inglaterra e a segunda na Nova Zelândia.


Isso me faz refletir na maneira como temos tratado Deus nos dias de hoje. A dicotomia religião x secular, vida na igreja x vida social, público x particular parecem ditar o estilo de vida dos freqüentadores de igreja hoje em dia. Este é o resultado de não se entender perfeitamente os atributos de Deus, e aqui, especificamente, os atributos de onisciência e onipresença e, também, a doutrina da união mística do crente com Cristo.

A título de exemplo, um dia destes esperava minha esposa fazer um compra rápida em um supermercado. Enquanto esperava, um grupo de jovens saia de uma igreja que fica bem ali ao lado. O carro de um deles estava parado em frente ao meu. Eles entraram e a primeira coisa que fizeram foi ligar o som no último volume (a mania que se tem hoje de supor que todas as pessoas devem ou têm que gostar da mesma música que você gosta). Em seguida, pegaram o lixo que estava lá dentro e jogaram na rua. E para terminar, o palavrão corria solto na conversa entre eles. Minha pergunta é simples: o que será que eles fazem quando estão ainda mais longe daquela igreja? Difícil dizer...

Pense bem: se este mundo “é pequeno demais” para se esconder das pessoas (nem é preciso pensar neste caso tão interessante do policial e do motorista, eu mesmo já encontrei pessoas conhecidas em lugares que jamais imaginaria ou pretendia encontrá-las) , como se esconder do Criador do universo, do autor e sustentador de todas as coisas, que antes mesmo de pedirmos já sabe do que precisamos, e que já nos vê ressuscitados e glorificados em Cristo?  

Talvez a resposta não esteja neste conceito. Talvez a questão possa ser entendida no fato de que as pessoas dizem crer em Deus, mas o coração delas está totalmente distante dele. E nenhuma mudança exterior pode trazer verdadeiro resultado para a vida ou manter quem quer que seja próximo de Deus e em obediência prazerosa à sua Palavra. Não à toa, se torna cada vez mais comum as notícias de crentes que freqüentam sem o menor problema os bares, as baladas, os prostíbulos, casas de jogos de azar. O que dizer então dos sites pornográficos, dos programas nada edificantes (e não estou me referindo apenas aos filmes de sexo explícito, pois há outros igualmente destruidores de qualquer conceito cristão na mente do crente)?

Nosso dever é relembrar de quem Deus é. Nem eu, nem você podemos nos esconder de Deus. Ela examina cada detalhe da nossa vida e está conosco todos os dias. Você pode não ser multado pelo mesmo policial duas vezes em lugares diferentes e distantes, porém, ainda que suba aos céus, ainda que desça ao mais profundo abismo, sem sombra de dúvida, Deus estará lá. Será que isso é suficiente para que você tenha um comportamento que agrade ao Deus que tudo sabe e tudo vê?

 Rev. Laércio Rios Guimarães